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O Apartamento recomenda

Armando: “A Frame for Life”, de Ilse Crawford
“Um design onde o ser humano está no centro de tudo”. Este é um dos motes do trabalho de Ilse Crawford, uma designer que tem um percurso incrível e que me inspira desde há 25 anos. Gosto de tudo o que ela faz, desde as linhas que tem criado para grandes marcas internacionais, aos projetos de casas mais intimistas e privados. Na minha última viagem a Estocolmo aproveitei para espreitar um dos seus últimos projetos, o hotel Ett Hem. Quem entra sente-se em casa, a atmosfera é mesmo muito caseira, pensada para pessoas, e eu gosto muito dessa sensação
Este livro faz um apanhado grande do trabalho que ela tem desenvolvido até hoje, é um óptimo registo para ir espreitando de vez em quando como fonte de inspiração.

Inês: “Breakfast, Recipes to wake up for”, de George Weld e Evan Hanczor
Sendo a comida o assunto da vida humana que mais me move, é fácil perceber porque é que escolho este livro. Tendo em conta isso, este poderia ser um qualquer livro de receitas: lanches, jantares, snacks a meio da manhã, mata-bicho antes de ir para a cama. Mas não. Se há coisa que eu também gosto – logo depois da paixão assolapada por comida – é de dormir e por isso, apenas um bom, guloso, recheado e suculento pequeno-almoço me consegue fazer saltar da cama. Portanto, o título do livro não podia ser mais direto e o sub-título não podia ser mais adequado à minha pessoa. O bom trabalho fotográfico e o número considerável de receitas seriam razões suficientes para suportar a minha escolha, sobretudo quando entre elas estão pancakes, johnny cakes e três formas diferentes de cozinhar bacon: básica, avançada e gulosa. Porém, para arrasar com todas estas incríveis propostas, estão as primeiras páginas do livro: uma ode aos ovos, com 22 páginas dedicadas ao tema. Explica, detalhadamente, como os cozinhar de diversas formas e ainda tece considerações sobre isso, como no texto de três parágrafos dedicado aos ovos mexidos que começa da seguinte forma: Uma ovo bem mexido é um milagre da transformação. Amen.

Paula: “True Thai: Real Flavors for Everyday Life”, de Hong Thaimee
“Ao amor, o melhor ingrediente de todos”. Esta frase, logo nas primeiras páginas do livro, podia ser o suficiente para eu querer automaticamente levá-lo para casa. Mas as razões vão mais além. Há duas coisas nas quais sou viciada: gastronomia e viagens. E se há uma zona do mundo onde estas duas palavras parecem fundir-se na perfeição, é o sudeste asiático.
O True Thai é uma viagem à cozinha da família de Hong Thaimee, a chef asiática que tem dado muito que falar em Nova Iorque nos últimos tempos. Receitas caseiras e honestas, feitas não só com amor mas também com o equilíbrio perfeito que a cozinha tailandesa exige. Do famoso pad thai à sopa tom yum com camarão e coco, este livro representa o tipo de viagem que gosto de fazer sem sair da cozinha. Perfeito para os dias de outono que estão a chegar.

Vasco: “It All Dies Anyway: L.A., Jabberjaw, and the End of an Era”, de Bryan Ray Turcotte, Michelle Carr e Gary P. Dent
“It all dies anyway” agrega uma colectânea de textos e memórias fotográficas sobre o Jabberjaw, o espaço cultural seminal que marcou a cena indie dos anos 90 em Los Angeles. Autodenominando-se como “café e galeria de arte” quando abriu em 1989, rapidamente se transformou não só no pilar da cena pós-punk de L.A. mas também no centro da cena musical underground a nível nacional. Unindo o vazio entre o punk e o indie, o Jabberjaw foi o bastião da contracultura, apresentando bandas desde Hole e Unsane, passando pelo movimento Riot Grrrl (Sleater-Kinney e Bikini Kill) surgido no início dos anos 90, até aos lendários Nirvana e Pearl Jam.
A recolha, quer de testemunhos de pessoas que estiveram presentes no Jabberjaw, quer de fotografias ou de imagens dos cartazes e outros matérias gráficos para divulgação dos eventos, resulta num documento culturalmente valioso para a história da música, dando a conhecer o início e o fim de um espaço de culto, praticamente no esquecimento, mas que reflectiu toda uma geração. Uma obra excelente para quem foi contemporâneo destes movimentos ou para quem, como eu, desconhecia grande parte deste importante capítulo da história da música.
