Inspirações
Casulo

Quando é que começaste a dedicar-te ao macramé e porquê?
Comecei na minha licença de maternidade, para ocupar o “tempo livre” que as sestas da bebé me permitiam.
Esse é, neste momento, a tua única (principal) actividade?
Sim. Mas também faço trabalhos de styling e fotografia.
Porque é que a marca se chama Casulo?
Porque começou em casa no meu casulo. E tem também a ver com o processo de metamorfose, porque quando a peça ainda está em bruto é uma espécie de casulo que no fim de transforma e se torna numa “borboleta”.
Qual a (tipo de) peça que mais prazer te dá fazer?
As peças que me obrigam a sair da zona de conforto, que me desafiam, que me fazer ultrapassar limites e me põe o cérebro a arder com ideias novas e criativas.

Conta-nos alguma história incrível/rocambolesca que o macramé tenha trazido à tua vida, seja uma cliente ou um evento.
A história mais inacreditável, é que fui convidada para decorar uma montra da HERMÈS em Lisboa com as minhas peças. (Estreou esta semana)
Agora uma questão mais séria: sendo o macramé o teu ganha-pão, o facto de organizares workshops não te vai retirar clientes?
Não vejo as coisas assim, até porque “ensinar” foi um processo natural de quem gosta de partilhar a sua arte. Quem vai aos WS (por norma) fá-lo por diversão e curiosidade. A maioria das minhas alunas já tem uma peça CASULO em casa. Tenho pessoas que foram ao WS e a seguir me encomendaram uma peça. Precisamente porque a maioria das pessoas não têm tempo e disponibilidade para fazer desta arte um ofício, ou habilidade para fazer grandes peças em macramé. E ainda que o façam acredito que há espaço e oportunidade para todos.
